terça-feira, 30 de abril de 2013

Vila Cerrito, Imagens Históricas




Antônio Alves Rocha (Seo Nhonho)
Primeiro Comerciante da Vila Cerrito.
Esta foto é relativa ao Seo Nhonho, quando atuou como
mensageiro do Exército  Constitucionalista , movimento armado,que eclodiu  
em 1932, sob aliderança  do Estado de São Paulo,
visando obrigar  que a Constituição Brasileira 
fosse respeitada por Getúlio Vargas.

  
Seo João Pedroso, o morador mais           
antigo da Vila Cerrito.Desde,
1939, ano em que nasceu, sempre morou nesta Vila. 
É a testemunha ocular mais
 indicada para se fazer um 
resgate da história da mesma.  



 
Primeira Casa de Seo
 João Pedroso,
a qual já não existe mais. 
Nela Nasceram suas três filhas:Sueli, 
Neuseli e Roseli. 



Eis o Seo João Pedroso, 
fazendo uma das coisas que 
mais gosta, cavalgar, 
hábito que pratica até hoje.Esta
foto confirma o que diz uma de
 suas filhas, a Sueli, ele é
extremamente vaidoso.



Cemitério da família Pedroso, localizado 
cerca de 1000 m da Vila  Cerrito



Seo Ranulfo, depois de João Pedroso, 
 morador mais antigo da Vila Cerrito. 
Mora na Vila, há cerca de meio século


Seo Aristides e sua Esposa, Dona Rosana



Seo Aristides, Morador na Vila Cerrito desde 1980. 
Nesta Vila se estabeleceu com um bolicho 
e com uma selaria  (oficina de 
concerto de "tralhas" - equipamentos para cavalos). 

 
Euraides, a eterna professora da Vila Cerrito, 
ela que é filha do Seo Aristides (foto anterior)  


Foto gentilmente, cedida pela Professora Euraides,
 da Escola Localizada na Fazenda Primavera, 
na qual ela foi aluna, no ano de 1963. 
Diferentemente dos dias atuais, entre os alunos
 que frequentavam a mesma, 
vários deles iam descalço, haja vista, que para muitas famílias,
 comprar um calçado nem sempre era possível. 

Foto, gentilmente cedida pela professora 
Euraides,
ano de 1963, da escola,
 na qual ela
 foi aluna, localizada na Fazenda Primavera.
 Nesta foto, percebe-se que mesmo aqueles
alunos que podiam comprar calçados, a 
sofisticação e a diversidade dos mesmos, se 
comparada 
com os dias atuais, atestam o quanto a 
vida e o poder aquisitivo do cidadão brasileiro,
 nos anos 1960, era bem mais difícil do que no 
século XXI; 




 
       Escola na qual trabalha a 
Professora Euraides.


Alunos da Professora Euraides (ano de 2013)




Restaurante La Ville, antes da reforma, 
localizado na Vila Cerrito.


Restaurante La Ville, após a reforma proporcionando
 mais conforto e qualidade nos serviços 
prestados aos moradores da Vila Cerrito,
 trabalhadores do aeroporto municipal e 
das Universidades Estadual de Mato Grosso 
do Sul (UEMS) e a Universidade Federal da 
Grande Dourados (UFGD), Copasol e
 fazendas adjacentes.

Na foto,Filhos do Seo Gumercindo,
 proprietário de uma 
borracharia e de uma camioneta
 com a qual realiza fretes.

José Tibiriçá, um dos mais 
determinados lutadores pela
 Vila Cerrito, inclusive, para que a ,
mesma continue a ser conhecida com este nome, 
já que muitos começam a denominá-la 
de Cidade Universitária. 
Tibiriçá constantemente tem escrito
 artigos nos quais procura resgatar a história 
desta Vila. 
Vale dizer que o Seu Pai
 - Abílio Ferreira - trabalhou
 como contador da Casa Comercial Cerrito, 
aliás a primeira 
da Vila, ainda na década de 1930.


domingo, 14 de abril de 2013

João Pedroso, história que confunde-se com a da Vila Cerrito



João Pedroso, um morador muito
 especial na Vila Cerrito

João Pedroso Faustino, nasceu em 25 de fevereiro de 1939, Vila Cerrito e nunca morou em outro lugar; é também  o morador, ainda vivo, mais velho da mesma, na qual é proprietário da Chácara São João.
Seo João Pedroso é pai de sete filhos. São eles: Sueli, Roseli, Neuseli, Alisson (falecido), Alessandro, Anderson e Adalberto.
Casa em que nasceram vários filhos de Seo João Pedroso,
esta casa já não existe mais.
A exemplo de Seus pais, João Pedroso é lavrador, para ser mais preciso, um pequeno agricultor. Na condição de pequeno agricultor, para garantir a sua subsistência, a exemplo de seus pais,  criava e plantava um pouco de tudo: milho, porco, arroz, feijão, galinha, mandioca, etc. A produção se destinava para o consumo próprio, todavia, quando havia excedentes, comercializava a mesma.
Curral em que Seo João Pedroso tira leite de suas vacas,
 localizado em sua chácara, na Vila Cerrito

Discorrendo sobre sua experiência como lavrador, João Pedroso, relatou que era muito comum nas décadas de 1940, 1950 e 1960, aparecer um negociante no período da safra, o qual comprava a produção de praticamente todos os agricultores da região. Comprava, evidentemente por um preço bem baixo e revendia estes produtos nos centros urbanos por um preço muito maior. O negociante, relatado por Seo Jão Pedroso, nada mais é do que o intermediário - comerciante que se coloca entre os agricultores e os consumidores finais- e que impõe uma lógica perversa no processo, já que o lavrador não tem um bom lucro e, por outro lado, o consumidor paga muito caro pelos produtos agrícolas. Evidentemente quem obtém grandes ganhos é o intermediário.,
Foto de quando estava no quartel: detalhe,
 ao lado  modelo dos antigos caminhões fabricados pela Chevrolet, conhecidos popularmente com V-8. 
Apesar desta ação danosa do intermediário, Seo João Pedroso, relatou que naquela época, mesmo comercializando o que produzia a baixos preços junto aos intermediários, os lavradores ainda obtinham um  lucro razoável, devido ao fato de na região da Vila Cerrito, as terras serem muito boas, não havendo necessidade de utilizar veneno nas plantações, já que as pragas – ervas e insetos que provocam muitos danos, quando não à morte das lavouras, eram controlados pelos seus predadores -,logo a produtividade era muito grande e os custos de produção não tão altos como atualmente, graças a qual, o lavrador conseguia sobreviver. Para comprovar o que afirmou, Seo Jão assim relatou, “eu mesmo certa vez, ganhei um litro de feijão para plantar. Com este um litro plantado, tive a felicidade de colher um saco e meio feijão”;  plantou para consumo próprio. Do total produzido ficou com apenas meio saco, vendendo o restante, um saco.  Com o dinheiro obtido, comprou uma botina, uma tecido para fazer roupa e cigarros.
Testemunha ocular da história da Vila Cerrito.
Atualmente é único morador ainda vivo que durante toda a sua vida morou na Vila Cerrito. É a testemunha ocular mais indicada para contar um pouco da história desta Vila..
João Pedroso disse que a Vila Cerrito era, outrora dominada por campos nativos – cerrados -, nos quais havia guaivira em abundância e que parte das terras dela foram ocupadas pelas plantações de erva mate nas décadas de 1930. 1940, 1950 e 1960. Este produto, no período citado, se constituiu na base da economia do sul do Mato Grosso - esta região em 1977, foi desmembrada de Mato Grosso para dar origem ao Estado de Mato Grosso do Sul.
João Pedroso conheceu e conviveu com o Seo Nhonhô
João Pedroso revelou que conheceu e conviveu muito com o Antonio Alves da Rocha, (Seo Nhonho). Seo Nhonhô, em 1938, se estabeleceu com a Casa Comercial Cerrito, a primeira da Vila. Na verdade era um armazém – tipo de comércio muito comum no século XX, no qual o consumidor encontrava de tudo para consumir: tecidos, alimentos, equipamentos agrícolas, querosene, etc, ou seja, produtos industrializados,  agropecuários, artesanais, etc.. Estes tipos de armazéns, desempenharam o papel de precursores dos Shoppings, já que neles, evidentemente que sem a sofisticação dos últimos, as pessoas encontravam tudo o que necessitavam.
João Pedroso disse que Seo Nhonhô era um excelente farmacêutico, e que por duas vezes, ele próprio, foi curado por ele. Na primeira vez de crup e  na segunda  de uma sinusite. Sobre a sinusite relatou que Seo Nhonhô lhe passou alguns remédios para que tomasse, os quais provocaram muito secreção, eliminação de catarro e até hoje, nem dor de cabeça  sente mais.
Testemunho semelhante, atestando o grande profissionalismo, competência e conhecimentos farmacêuticos de Seo Nhonhô,  foi dado por uma das filhas de João Pedroso, Dona  Sueli , que assim se expressou: “eu estava desenganada pelos médicos, em virtude uma pneumonia. Porém, o Seo Nhonhô me curou”. Sueli disse que por conta desta doença,  seu Pai –  o Seo Jão Pedroso -, teve que vender um cavalo, cujo nome era Baio. Este cavalo, por sinal, foi domado pelo Seo João Pedroso, com o qual, ganhara muitas corridas de cavalos realizadas na cancha construída pelo Seo Nonhô nas imediações da Casa Cerrito.
Domador e corredor vitorioso.



Eis o Seo João Pedroso, em uma linda montaria, uma das coisa que 
mais gosta de fazer, inclusive nos dias atuais.Esta
foto confirma o que diz uma de suas filhas, a Sueli, ele é
extremamente vaidoso.

Seo João disse que quando mais jovem era domador de cavalos, inclusive, domou um potro, para o qual deu o nome de Baio, cavalo com o qual ganhou muitas corridas na cancha construída pelo Seo Nhonhô. Aliás o Seo Nhonhô construiu duas canchas, cujo objetivo era atrair mais fregueses para comprarem no seu comércio, a Casa Cerrito. Porém, a cancha mais prestigiada, localizava-se onde atualmente fica a propriedade do Seo Rudi Eberalto. Nenhuma das duas canchas existe mais.
Quando indagado se, por conta de ter sido muitas vezes vitorioso nas corridas, não fora muito assediado pelas moças, o Seo João Pedroso, desconversou: “as moças só se interessavam pelo meu cavalo, o Baio. Eu sempre passei despercebido perante aos olhos delas.”
Todavia, segundo sua filha, a Dona Sueli, Seo João Pedroso, era muito vaidoso e muito bonito, andava sempre muito elegante, portanto, é muito provável que muitas moças suspirassem de amor e de paixão por ele, ainda mais sendo um vencedor freqüente de corridas de cavalos.
Apenas esta roda é o que sobrou de uma carroça que foi adquirida pelo 
 Seo João Pedroso há mais de 50 anos atrás

Espora que o Seo João Pedroso, guarda
 em seu galpão,
Grande amor pela dança.
Por outro lado, Seo João Pedroso disse que além de domar, cavalgar e participar de corridas à cavalo, gostava muito de dançar. Foi à muitos bailes na aldeia indígena, já que era muito amigo do capitão da aldeia, bem como  dos policiais responsáveis por cuidar dos indígenas. Disse que ia nos bailes para se divertir e que nunca se envolveu em confusão, apesar de andar armado. Andar armado, naquele período, segundo Seo João Pedroso era normal e comum, porém, ele nunca puxou e apontou o seu revólver para quem quer que seja.
Cantil que Seo João guarda em seu Galpão,
  adquirido, segundo ele, há mais de 50 anos. 
Os estudos de Seo João
Estudou até o 3º Ano Primário. Naquele tempo – acrescentou Seo Jão Pedroso - na região os governantes não construíam escolas. As crianças estudavam na casa de alguém.. Seo João, lembra que estudou na casa do Seo André e  Deliberalina Pires, sua professora, com a qual aprendeu a ler e as quatro operações de matemática (somar, diminuir, multiplicar e dividir), conhecimento que muito o ajudou ao longo de toda a sua vida.
Revelou também que muitas crianças iam descalças para a escola, haja vista que a vida  era muito difícil. Todavia, todo mundo ia com a roupa bem limpa.
Um caminhão, a grande atração.
Seo João disse que na sua infância e mesmo na fase adulta, a presença de um carro, um caminhão na Vila Cerrito, era coisa muito rara, era mais ou menos, como se aparecesse aqui na nossa cidade um extraterrestre..  Quando chegava a notícia de que algum caminhão aparecera por lá, todo mundo ficava alvoroçado e saía correndo para vê-lo. Era um verdadeiro espetáculo.
Observação Basta lembrar que no Brasil, as montadoras de carros começaram a se instalar a partir do final da década de 1950, logo um veículo automotivo quando vinha a esta região era motivo de grande alvoroço.
Filho de uma família tradicional e de Pioneiros em Dourados.

Foto de Izidro Pedroso Filho (falecido)

Moças e rapazes, membros da família Pedroso.

Izidro Pedroso, sua esposa Alzira e a sua Filha Gladir
Foto com membros da tradicional Família Pedroso.
Só por ser integrante da família Pedroso, diga-se de passagem, família muito tradicional e pioneira em Dourados, Seo João Pedroso, já despertaria muito interesse. E o fato de ser o morador vivo mais antigo da Vila Cerrito, o torna mais importante, sob o aspecto histórico. 
Na Vila Cerrito, comprovando o prestígio da família Pedroso, um dos dois cemitérios lá existentes pertence a mesma, na qual estão sepultados um dos seus irmãos e a sua esposa).
Cemitério da família pedroso, localizado
cerca de 1000 m da Vila  Cerrito
Cemitério da Família Pedroso visto de
um outros ângulo
 Este cemitério existe há mais de cinqüenta anos e até hoje acontecem sepultamentos no mesmo. Distante da Vila, cerca de 500 metros, existe um outro cemitério, de propriedade da comunidade luterana.
Um cidadão simples, boa prosa e de bem com a vida.
A título de conclusão, sobre o Seo João Pedroso, pode ser dito, pela idade que tem,  que está muito bem, é alegre, boa prosa, continua na lida em sua chácara, na qual cria galinhas, tira leite das vacas, trata dos porcos, etc. De vez em quando, para não perder o costume, é visto cavalgando pela Vila Cerrito.







sexta-feira, 5 de abril de 2013

História da Vila Cerrito, em Câmara Rápida



Imagens de algumas casas da Vila Cerrito,
 localizadas próximas ao Trevo

Vista da parcial da Vila Cerrito

Ponto de coleta principal de lixo da Vila cerrito, localizado nas imediações do trevo 
que dá acesso aos Distritos de Itahum e  Picadinha, bem como à cidades universitárias
 e ao aeroporto municipal

Para saber mais sobre a Vila Cerrito, clique AQUI

quinta-feira, 4 de abril de 2013

EURAIDES, A VIDA TODA, PROFESSORA DA VILA CERRITO


Professora Euraides e o Daniel (meu filho) e um
um dos seus alunos do 1º Ano


Euraides de Mello Severino, pedagoga e professora da Escola Municipal Geraldino Neves Correa (Escola Ativa - extensão Albano José de Almeida) no  ano de 2013, lecionava para turmas de 1º, 2º e  3º anos, na verdade uma sala multisseriada, isto é, leciona simultaneamente para três as turmas.
Fachada da escolinha.


Alunos da Professora Euraides.


Material didático existente na parede da escola.

Lecionando desde 1992  nesta sala, Euraides, tem participação importante na história da Vila Cerrito. Muitas crianças, ao longo deste período foram por ela alfabetizadas. Este envolvimento por mais de 20 anos, a faz extremamente conhecedora da realidade desta Vila, cuja contribuição para o desenvolvimento e bem estar da mesma, não pode, de maneira alguma ser ignorada.
Ao falar sobre a Vila Cerrito, ela disse  que é filha de Seo Aristides Rodrigues de Mello – morador residente nesta Vila desde 1980 -, e que participou de muitos eventos realizados na cancha – pista hípica - construída, diga-se de passagem por Seo Nhonhô. Comentou que estes eventos eram muito animados. Que muitos namoros tiveram início na mesma e que era muito “gostoso”  ir até esta cancha.
Euraides que em sua infância, morou na Fazenda Primavera, na qual, em 1963, estudou com a professora Diberalina, foi enfática em dizer: “por ser esta fazenda muito próxima da Vila Cerrito, forçosamente durante toda a minha vida, de alguma forma estive envolvida com a mesma, e sendo professora para as crianças da mesma por mais de 20 anos,a minha história e a minha vida, estão vinculadas a esta Vila.


Inaldi Márcia Silva, Professora de Educação Física,
Professora Euraides junto com 05 dos seus dez alunos

domingo, 31 de março de 2013

Resgate da História da Vila Cerrito



A ideia de se fazer um  resgate da história da Vila Cerrito resultou de uma conversa de Edilson Pereira da Silva e Rosineide Alves Ferreira, proprietários do Restaurante La Ville  - vide foto acima -  comigo, no começo  de 2012,  após terem realizado a reforma e a ampliação instalações físicas do mesmo. 

Com o estabelecimento reformado, Edilson e Rose, se viram  diante de um novo contexto, e  avaliaram que a reabertura do Restaurante deveria ser feita de forma  festiva e marcante,tendo uma preocupação não apenas comercial, mas também, cultural e histórica. 
Em conversa mantida com o seu comigo e minha esposa Josefa da Silva - sua cunhada -  sobre o que fazer para a reinauguração é que surgiu a ideia  de se fazer o resgate  da história da Vila Serrito, já que alguns dos seus fundadores e pioneiros, ainda estão vivos e residem na própria Vila, dentre eles, os senhores Ranulpfo, Aristides,  Gumercindo,  Seo João Vicente,Elvira Marques do AmaralRosana Espíndola das Neves, além da colaboração dos senhoresAlkindar e José Tibiriçá,  estes dois últimos,embora não morem na Vila, pertencem à famílias  fundadoras,portanto,  primeiras moradoras da Vila Cerrito. 
Eu e minha esopos e Josefa, mais tarde se tornaram administradores do Restaurante, cabendo a  mim também, a tarefa de conduzir os trabalhos de reconstituição da história da Vila Serrito. E a medida que a história foi sendo reconstituída ficou evidente o acerto da iniciativa, em virtude de a mesma ser conhecida  quase que na sua plenitude apenas de forma oral, exceção feita. Na forma escrita existem apenas  alguns artigos, de autoria do advogado e lavrador José Tibiriçá, em diversos jornais da cidade.
Fazer este resgate se revelou muito oportuno e necessário porque a Vila Cerrito está perdendo a sua identidade, ou seja, cada vez mais vem sendo conhecida como Cidade Universitária, em virtude de localizar nas imediações  da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD)e Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul(UEMS).
Com esta iniciativa, os proprietários do Restaurante La Ville, demonstram que enquanto empresários não tem como preocupação tão somente  a obtenção de lucros, mas também, a de contribuir para o bem estar e a elevação da autoestima de seus moradores, deste que provavelmente é o povoado mais antigo de Dourados, porém, ironicamente, não adquiriu a condição de Distrito.

Restaurante La Ville, antes da Reforma


 Restaurante La Ville, após a reforma


.
Nesta foto da esquerda para a direita:
Edilson Pereira da Silva, Josefa da Silva Ferreira, Rosineide Alves (Rose)  proprietários e administradores do Restaurante. Em pé Daniel e Isabela.
Esta foto retrata um dos momentos em que discutiam como deveriam  administrar o Restaurante a partir de 2013.

ORIGEM DA VILA CERRITO




Alkindar Matos Rocha, filho do Seo Nhonho, um cidadão muito querido em nossa Cidade. Alkindar, inclusive,  foi agraciado pela Câmara Municipal como Cidadão Douradense.
É tsmbém  presidente de honra da Família Mattos

Para entender a história da Vila Cerrito é necessário retrocedermos à década de 1930 e fazermos um resgate histórico de um personagem muito especial, o Sr. Francisco de Matos Pereira , o qual, nesta época tomou posse de uma grande área de terras devolutas na região, na qual  localiza-se Vila Cerrito.
O Seo Alkindar Matos Rocha, neto do mesmo revelou que, naquele período histórico, quem desejasse ter terras em Dourados, não precisava comprá-las; bastava, tão somente que, delas se apossasse, e depois, com um pouco de paciência, e mediante o pagamento de uma taxa ao governo estadual, sediado em Cuiabá, as legalizasse. Esta legalização, além do pagamento de taxas, exigia dos interessados se deslocarem até Cuiabá (capital do Mato Grosso, que naquele momento, incluía o atual Estado de Mato Grosso do Sul). Estes deslocamentos e exigências se constituíram, certamente – o grifo é nosso - em impedimento para posseiros de menor poder aquisitivo, legalizarem suas respectivas posses.
 Em 1935 – auge do ciclo da Erva Mate no Estado de Mato Grosso - os ervais, estavam localizados nas terras, que atualmente pertencem ao Estado de Mato Grosso do Sul - até 1977 fazia parte do Estado de Mato Grossoeste produto, era  base da economia do sul de Mato Grosso-  o Sr. Francisco de Matos, plantou 2.000 pés de Erva Mate, a partir do Chacorru, local onde construiu a sede da sua propriedade e no qual, existe até os dias de hoje, parte dos citados ervais. No Chacorru construiu também um barbaquá para o preparo da erva mate.
Com a morte do Sr. Francisco Matos, estas terras, já legalizadas




Antônio Alves Rocha (Seo Nhonho)
Primeiro comerciante da Vila Cerrito.
Nhonho,atuou como
mensageiro do Exército  Constitucionalista (veja foto ao lado), movimento armado,que eclodiu  em 1932, sob a liderança  do Estado de São Paulo, na esperança de fazer que a Constituição Brasileira fosse respeitada por Getúlio Vargas.
Embora, o movimento não tenha sido vitorioso no combate, do ponto de vista moral, o foi do ponto de vista moral, tendo em vista que Getúlio Vargas, em 1932, fez uma nova Constituição para o País, como estratégia para ter governabilidade e acalmar os constitucionalistas.
 É oportuno lembrar que o Sul do Estado de Mato Grosso, aderiu ao movimento, tendo sido nomeado por São Paulo, o Sr.Julio Mascarenhas como governo do mesmo, e qual se declarou desmembrado do Estado de Mato Grosso, autodenominando-se Estado de Maracaju, situação que se sustentou por dois meses.

foram herdadas pelos seus filhos, dentre eles, o Sr. Antonio Alves Rocha ( o Nhonho), que diga-se de passagem, se estabeleceu com a Casa Comercial Cerrito  (bolicho), no ano de 1938. Isto explica o porque  desta Vila ser  denominada de Cerrito. Neste bolicho era comercializado de tudo (alimentos, cachaça, fumo de corda e até o Puitâ - rolo de tecido, colorido, aliás um artigo produzido no Paraguai). Seo Nhonho, visando atrair mais fregueses para o seu comércio, construiu também uma Cancha nas imediações do bolicho.
Nhonho era farmacêutico, e em seu bolicho, também medicava e vendia remédios, receitados por ele próprio.
Além de comerciante e farmacêutico, foi funcionário público do Sistema de Proteção ao Índio (SPI), equivalente a atual FUNAI,
Nhonho, conforme informações prestadas pelo seu filho, Alkindar Matos Rocha, fez parte das forças constitucionalistas (movimento liderado pelo Estado de São Paulo, o qual exigiu, no ano de 1932, que Getúlio Vargas respeitasse a Constituição Brasileira.
Ainda de acordo com Alkindar, Seo Nhonho,  trabalhou como funcionário no Serviço de Proteção ao Índio (SPI). Por ser funcionário deste órgão, morou muitos anos, na missão indígena – onde funciona um hospital e uma escola religiosa – a qual, desde aquela época, é mantida graças a uma ação da igreja presbiteriana.
 Alkindar revelou que, ele próprio, além de ter nascido na Missão, morou muitos anos lá, com Seo Nhonho (seu pai), e que por conta disso, tem um bom entendimento da questão indígena
. Alkindar nos informou que as áreas onde estão localizadas atualmente a UFGD, a UEMS, o Aeroporto Francisco, foram doadas pelos descendentes de de Francisco Matos foram doadas, dentre os doadores, destacou o seu tio e ex-prefeito de Dourados, Antonio Carvalho: 

Seo Gumercindo, o Borracheiro


Seo Gumercindo, um cidadão tranquilo e boa prosa

Gumercindo Francisco de Oliveira, se estabeleceu na Vila Cerrito, em 1996, e desde então mora na mesma. Ele é proprietário da Borracharia e a  Lanchonetezinha Oliveira. Enquanto ele cuida da borracharia,  sua esposa Darlei Nazaret, toma conta  da lanchonete.
Observação: após da duplicação da Avenida Guaicurus, a lanchonetezinha foi desativada, e a borracharia passou por uma modernização.
Família de Seo Gumeercindo. Da esquerda para direita:
Andréia (Filha), Gustavinho (fillho) e Darley (esposa)


Em sua borracharia troca pneus e remenda câmaras de ar de carros, maquinário agrícola e até de aviões, uma vez que o aeroporto municipal, dista de sua borracharia, cerca de 500 metros. Também faz fretes com uma camioneta, além de explorar um sítio.
Antes trabalhava na zona rural como capataz, cuidando de gado. É muito popular e conhecido na Vila..
 
                                
Borracharia do Seo Gumercindo, vista externa
A borracharia, do Seo Gumercindo está situada na margem esquerda da Rodovia Guaicarus,sentido Dourados/Itahum, a 50 metros do trevo que dá acesso à cidade Universitária e aos distritos de Picadinha e de Itahum. 

Este é  o Tarley, cunhado do Seo Gumercindo, 
 permanece o tempo todo na borracharia.