domingo, 24 de janeiro de 2021

DOURADENSES, O MOMENTO PRA DEBATER O SUS QUE QUEREMOS, CHEGOU!!!!

Produzido por Enio Ribeiro

Reino Unido, Canadá, Dinamarca, Suécia, Espanha, Portugal e Cuba compõem o grupo de países detentores de sistema de saúde público e universal, sendo o Brasil, o único com população superior a 100 milhões de habitantes. Excetuando o Brasil, o mais populoso é o Reino Unido, com cerca de 66,4 milhões de pessoas.

Pelo fato de nosso País abranger uma população maior que os demais países estudados, devemos nos alegrar e nos orgulhar do Brasil. Todavia, e aí a "PORCA TORCE O RABO", o Brasil é o que investe menos proporcionalmente do seu PIB no Sistema de Saúde, quando comparado com os países relacionados acima.
Quando falo em defesa e fortalecimento do Sistema Único de Saúde do Brasil (SUS), quero dizer que devemos pressionar os governantes para que destinem percentual equivalente ao grupo de países citados acima. Claro que o fortalecimento do SUS não se reduz ao financiamento, outros desafios estão colocados: gestão, combate a corrupção, investimento em qualificação dos profissionais e em pesquisas, estreitar parcerias com as universidades existentes em Dourados.
Amigo douradense, sou geógrafo, e vou me valer da frase: "pensamos globalmente, porém, agimos localmente", ou seja, pelo fato de residirmos em Dourados, estaremos contribuindo para o fortalecimento e a prestação de melhores serviços pelo SUS, se agirmos em Dourados, pressionando os três poderes (Executivo, Judiciário e Legislativo), claro, que com maior intensidade o Prefeito Alan Guedes e os vereadores eleitos e recentemente empossados, no sentido de que sejam transparentes na gestão dos recursos públicos destinados ao SUS, bem como dos recursos humanos e materiais.
Por outro lado, a sociedade douradense, também precisa sair do comodismo e deixar de ser conivente com as más práticas de gestão do sistema em nosso município. O primeiro passo é compreender como se dá a gestão, participar das disputas pela direção dos conselhos gestores das unidades básicas de saúde e do Conselho Municipal de Saúde e fomentar a debate e a formulação de políticas públicas de saúde para Dourados e região.
Digo região, haja vista que Dourados, sendo uma cidade polo na Região da Grande Dourados, muitos dos serviços demandados pelos demais municípios são oferecidos pelo SUS somente em Dourados.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

DO NEGACIONISMO E DA AVERSÃO À CIÊNCIA, O EFEITO COLATERAL É O QUE NOS INTERESSA.


O Instituto Butantan e a Fio Cruz, instituições reconhecidas internacionalmente pelos relevantes serviços prestados ao Brasil e ao mundo, infelizmente, em sucessivos governos (esquerda, direita e centro) tem contado com apoio financeiro muito aquém do necessário.
Esta é a razão pela qual, dos integrantes do grupo do BRICS (Brasil, Rússia, Índia e China e África do Sul), o Brasil é uma das exceções, ao não produzir insumos para vacinas contra a Covid 19, neste grupo. A Índia se destaca, inclusive, na produção de diversas vacinas para o mundo.
Todavia, a forma desastrada como a Covid 19 estã sendo enfrentada no Brasil no plano governamental, em virtude de grande parte da sociedade e governantes terem enveredado pelos caminhos do negacionismo e de aversão à ciência, avalio que o efeito colateral destes dos fatores, pode ser bom, porque expôs a nossa debilidade na formulação de políticas públicas visando incrementar a pesquisa e produção de ciência. O Brasil está perdendo competitividade no cenário econômico e técnico-científico porque tem se conformado em ser produtor de matéria-prima (Commodities).
A sociedade brasileira, ao cabo de tão penosa experiência, acredito irá cobrar dos governantes e de si própria mais atenção e valorização à pesquisa e produção da ciência, o que vai ser muito bom para o País. "Recorrendo a um adágio popular: "Há males que vem para o bem" "Que assim seja"
Enio Ribeiro de Oliveira
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quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

A SOCIEDADE E A ELABORAÇÃO DO ORÇAMENTO MUNICIPAL

A Constituição Federal, aprovada em 1988, "A  CONSTITUIÇÃO CIDADÃ", estabeleceu que a União, Estados, Municípios e o Distrito Federal devem realizar os seus respectivos orçamentos e plano de ações com a participação da sociedade. 

A Constituição Federal criou três instrumentos orçamentários coletivos: Plano Plurianual, Leis de Diretrizes Orçamentárias e Lei Orgânica Orçamentária, cuja hierarquia, se dá na sequência em que está redigida. Farei uma rápida descrição de como cada um deles é operacionalizado.

PLANO PLUIRIANUAL (PPA):  é o primeiro a ser elaborado, a cada quatro anos, sempre no primeiro ano de mandato do prefeito, governador ou presidente eleitos, cuja validade se aplica aos 1º, 2º e 3º do governante que o elaborou e para o 1º ano dos seus sucessores. É um orçamento genérico, estabelecendo tão somente áreas, setores e serviços que farão parte da ação dos governantes: saúde, educação, abastecimento popular, transporte, segurança, meio ambiente, etc., cuja execução deve ser dar no decorrer de 04 anos, derivando daí o termo Plano Plurianual. Obrigatoriamente tem que ser elaborado com a participação do poder executivo, legislativo e a sociedade;

LEIS DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS (LDO): é realizada anualmente, com a participação dos poderes executivos e legislativos e a sociedade. Obrigatoriamente está subordinada ao Plano Plurianual, todavia, é mais específica, porque estabelece ações a serem realizados para o período de um ano, ano seguinte de exercício do governante. Nele aparece fontes de financiamento, ações ou serviços a serem executadas;

LEI ORÇAMENTÁRIA ANUAL (LOA): realizada anualmente, obrigatoriamente, está subordinada ao pré-estabelecido no Plano Plurianual e nas Leis de Diretrizes Orçamentárias, todavia, com grande detalhamento: montante de recursos a serem investidos, a contrapartida financeira, municipal, estadual e da união; a natureza dos serviços e obras a serem realizadas. E a semelhança do Plano Plurianual e Lei de Diretriz Orçamentária, obrigatoriamente deve ser feito com  participação conjunta dos poderes legislativo, executivo e a sociedade.

O Plano Plurianual, a Lei de Diretriz Orçamentária e a Lei Orçamentária Anual combinam democracia representativa e democracia participativa, possibilitando que a organização e produção dos espaços rurais e urbanos, nos Municípios, Estados, Distrito Federal e União se deem com toda a sociedade e não só dos governantes.

Na prática, alguns problemas, no entanto, tem se manifestado, haja vista que, os governantes não dão tanto publicidade e ênfase  tão amplas sobre como funciona estes instrumentos orçamentários, bem como sobre datas das reuniões, audiências e discussões, uma estratégia que, não raro, possibilita manter a sociedade relativamente distante dos assuntos de sua Cidade, Estado Distrito Federal e União. Quase sempre são envolvidos nesta disputa orçamentária apenas os governantes e os setores mais esclarecidos e dominantes da sociedade.

Feitas estas considerações e sabendo que Dourados, encontra-se com os vereadores, prefeito e vice-prefeito, em início de mandato, portanto, o momento certo para que a sociedade douradense, se insira neste processo, desde já, cobrando que o Prefeito Alan Guedes, apresente o esboço do seu Plano Plurianual, contendo setores e serviços a constarem no mesmo para os próximos 04 anos; calendário de reuniões; uma política ousada de comunicação que para ser bem sucedida e massiva, está a exigir campanha publicitária muito bem elaborada, e determinar que funcionários e técnicos da Prefeitura entrem em contato com escolas, igrejas, sindicatos, movimentos sociais, concedendo entrevistas na imprensa falada, escrita, televisada e redes sociais, visando esclarecerem e sensibilizarem a sociedade a se inserir na elaboração e na disputa orçamentária dos recursos públicos municipais, com vistas ao atendimento de suas necessidades nas diferentes áreas: educação, cultura, saúde, abastecimento popular, salários dos funcionários públicos, agricultura, obras, etc.

Uma política de marketing, semelhante a adotada para shows artísticos deve ser adotada de forma a bombardear a sociedade intensamente e sensibilizá-la e levá-la a perceber, quão importante é, a participação social na elaboração do Plano Plurianual, Leis de Diretrizes Orçamentárias e da Lei Orçamentária Anual.

Enio Ribeiro de Oliveira

Professor de geografia, rede estadual de educação de MS

            

sexta-feira, 25 de setembro de 2020

ESTIMULAR A PRÁTICA DO CICLISMO EM DOURADOS

 



Farei a luta bem articulada e estrategicamente bem elaborada com o objetivo de ajudar Dourados a fazer avanços em ritmo acelerado no quesito mobilidade urbana, e dentre os vários setores a serem contemplados, eu quero destacar o ciclismo.
Em Dourados, grande parte dos trabalhadore(a)s se deslocam para o trabalho, escola, igrejas, lazer, exercícios físicos, através de bicicletas. No entanto, nossos governantes e a sociedade assimilaram e naturalizaram o pensamento de que deve prevalecer a Ditadura do Automóvel (a expressão foi criada pelo escritor uruguaio, Eduardo Galeano, já falecido). Não podemos admitir que Dourados seja quase que totalmente desprovida dos dispositivos que viabilizam o ciclismo. Por ser uma cidade plana, o ciclismo deve ser muito mais explorado.
Além disso deve ser realizado um arrojado projeto de sinalização das ruas, construção de cociclovias, bicicletários e a integração do transporte multimodal, em Dourados, vale dizer, ciclistas, carros e o transporte coletivas; as ruas, rodovias, estradas devem ser muito bem arborizadas para que mesmo em momentos que o sol esteja muito quente não fique inviável o trânsito de ciclistas; também campanhas de conscientização sobre os ganhos ambientais que a prática intensa do ciclismo possibilitará a nossa Cidade devem ser propagados, tais como, conhece-la, apropriar-se e amá-la mais; reivindicar que a Prefeitura organize eventos educativos, pedaladas desportivas e competitivas, envolvendo escolas, recorrendo, inclusive ao estabelecimento de parcerias com empresas privadas visando massificar cada vez mais, o ciclismo.
Outro ação não menos importante que desenvolverei, envolvendo escolas, qual seja, a de debater e possibilitar a sociedade entender como se elabora o orçamento municipal. Aliás nas escolas em que leciono já faço isso. Estou me referindo ao Plano Plurianual, Leis de Diretrizes Orçamentárias e o Plano Orçamentário Anual. Estes três instrumentos permitem que a sociedade participe na elaboração dos mesmos, como estratégia mesmo para que a disputa orçamentária a ser feita no município para a prestação de serviços, realização de obras, pagamento de serviços da dívida púbica e outros tipos de investimentos, sejam realizados com a participação de toda a sociedade e desta forma garantir que a cidade seja administrada levando em conta as demandas de toda sociedade e não apenas dos setores mais elitizados.

terça-feira, 1 de setembro de 2020

PARA MELHORAR O SUS

Nesta artigo, faço algumas considerações sobre o Sistema Único de Saúde, especialmente sobre a gestão do mesmo. Clique no link a seguir e tenha acesso ao mesmo:PARA MELHORAR O SUS

 

segunda-feira, 24 de agosto de 2020

REDUZIR O PERÍMETRO URBANO, UM DEBATE ESPINHOSO

A discussão em Dourados sobre a redução do perímetro urbano da cidade, cada vez mais vai se dando, haja vista que houve o um crescimento absurdo do mesmo e Dourados está se tornando ingovernável. Publiquei um artigo opinativo sobre o tema, no Jornal Virtual Folha de Dourados, para acessá-lo clique neste link: https://www.folhadedourados.com.br/noticias/dourados/perimetro-urbano-de-dourados-tema-incomodo-a-ser-debatido-no-novo-plano-diretor

sexta-feira, 6 de março de 2020

PSOL REPUDIA INTERVENÇÃO NO CONSELHO DO FUNDEB. Veja a nota acessando o link a seguir: https://www.facebook.com/EnioPsol/